Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

“Sol artificial” da China atinge recorde de controle de plasma

"Sol artificial" da China atinge recorde de controle de plasma

Um avanço significativo acaba de ser anunciado pela Energy Singularity, uma startup de tecnologia energética com sede em Xangai, na China. O tokamak supercondutor de alta temperatura (HTS), chamado Honghuang 70 (HH70), estabeleceu um novo recorde global para um dispositivo de fusão nuclear de construção comercial ao sustentar uma corrente de plasma de pulso longo e em estado estacionário por impressionantes 1.337 segundos. 

Essa conquista, impulsionada por um sistema de controle de plasma baseado em inteligência artificial (IA), representa um passo crucial para a realização da fusão nuclear, a tão sonhada “solução definitiva” para os desafios energéticos globais e a redução das emissões de carbono.

A busca pela energia de fusão nuclear, que replica a reação termonuclear que ocorre no Sol, é um dos maiores desafios da ciência moderna. Conhecida popularmente como “sol artificial”, essa tecnologia promete uma fonte de energia limpa, virtualmente ilimitada e sem resíduos de longa duração.

Fundada em 2021, a Energy Singularity surgiu como a primeira empresa privada chinesa dedicada a esse propósito. Seu tokamak HH70, que entrou em operação em junho de 2024, realizou milhares de disparos, culminando neste pulso recorde.

A chave para o sucesso do HH70 está na otimização contínua de seu sistema de controle de plasma, que utiliza IA. Essa integração não é apenas um feito de tempo, mas uma validação da viabilidade de engenharia de combinar supercondutores de alta temperatura (HTS) com algoritmos avançados de aprendizado de máquina.

Dong Ge, cofundador da Energy Singularity, enfatiza a importância do feito. “Este avanço não se resume apenas ao tempo, mas, mais importante ainda, demonstra que a integração profunda das tecnologias de HTS e de controle por IA atingiu a viabilidade em engenharia, abrindo caminho para a construção de usinas de fusão nuclear de baixo custo e alta eficiência no futuro”.

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