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Internet e Redes Sociais · 23 de abril de 2021 · 2 min de leitura ·

Criminosos usam malware para “controlar” Telegram das vítimas

Criminosos usam malware para "controlar" Telegram das vítimas

Criminosos digitais estão usando um novo malware, batizado de ToxicEye, para roubar informações das vítimas no Telegram. O vírus consegue funcionar mesmo que a pessoa não tenha o app baixado em seu smartphone.

Esse tipo de malware é capaz de extrair diversos tipos de dados do smartphone, desde o histórico do navegador, até localização, capturas de tela e ou mesmo gravar áudio usando o microfone do aparelho. Ou seja, um prato cheio para os hackers.

“Descobrimos uma tendência crescente em que os autores do malware usam a plataforma do Telegram como um sistema de comando e controle pronto para uso na distribuição de malware em organizações. Este sistema permite que o malware receba comandos e operações futuras remotamente utilizando o serviço do Telegram, mesmo que a plataforma de mensagem não esteja instalada”, disse o gerente da Check Point, que descobriu a falha, Idan Sharabi.

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Malware no Telegram

“Acreditamos que eles estão aproveitando o fato de o Telegram ser utilizado e permitido na maioria das organizações para efetuar ciberataques sem quaisquer restrições de segurança. Dado que o Telegram pode ser utilizado para distribuir arquivos maliciosos ou como canal de comando e controle remoto de um malware, é possível que, no futuro, sejam desenvolvidas outras ferramentas que irão tirar proveito desta plataforma”, completa o especialista.

Para inserir o malware no smartphone, os criminosos primeiro precisam criar uma conta no Telegram com acesso remoto que consiga realizar ações de forma automática. Depois, os hackers distribuem o ID desse perfil através de e-mails falsos ou mensagens, para tentar fazer a vítima abrir o arquivo. Uma vez aberto, o aparelho passa a ser controlado.

“Os desenvolvedores que publicam essas ferramentas disfarçam seu verdadeiro propósito, definindo-as como “Ferramenta de administração remota” ou “apenas para fins educacionais”, embora algumas de suas características sejam frequentemente encontradas em cavalos de Tróia maliciosos”, finaliza a Check Point

Via Check Point

Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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