Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Descoberta da NASA em Marte é difícil sem presença de vida

Descoberta da NASA em Marte é difícil sem presença de vida

Compostos orgânicos descobertos pela NASA em Marte são difíceis de explicar sem a presença de vida. É o que conclui uma pesquisa recém-publicada na revista Astrobiology. 

O estudo reavaliou dados coletados pelo rover Curiosity e sugere que a quantidade original dessas moléculas pode ter sido alta demais para ser explicada apenas por reações químicas naturais conhecidas.

Em 2025, cientistas anunciaram a identificação de alcanos de cadeia longa em uma rocha antiga de Marte formada por lama endurecida ao longo de milhões de anos. Alcanos são moléculas formadas por carbono e hidrogênio. Na Terra, compostos desse tipo podem estar ligados a processos biológicos, embora também existam formas de produção sem a participação de seres vivos.

Liderada por Alexander Pavlov, do Centro de Voos Espaciais Goddard, da NASA, a equipe do novo estudo avaliou quanto dessas moléculas poderia ter existido originalmente na rocha, antes de milhões de anos de exposição à radiação intensa na superfície de Marte degradarem boa parte do material orgânico.

Os pesquisadores deixam claro que não se trata de uma prova de vida marciana. A conclusão é baseada em modelos que simulam como a radiação ionizante quebra moléculas ao longo do tempo. Ainda assim, os resultados indicam que a origem desses compostos merece investigação mais aprofundada.

Os alcanos identificados podem ser fragmentos de ácidos graxos de cadeia longa. Na Terra, esses ácidos estão presentes em membranas celulares e são produzidos em grande quantidade por organismos vivos, embora não exclusivamente. A concentração medida pelo Curiosity variou entre 30 e 50 partes por bilhão.

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