Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Rover da NASA em Marte ganha sistema de localização similar ao GPS

Rover da NASA em Marte ganha sistema de localização similar ao GPS

Na última quarta-feira (18), o rover Perseverance, da NASA, completou cinco anos investigando a superfície de Marte. No mesmo dia, a agência divulgou que o veículo explorador do tamanho de um carro de passeio agora conta tecnologia similar ao GPS.

Desde que pousou na cratera Jezero em fevereiro de 2021, o Perseverance analisa o solo e as rochas marcianas em busca de sinais sobre o passado do planeta. Diferentemente da Terra, Marte não possui uma rede de satélites de navegação. Por isso, o rover dependia de câmeras, sensores e orientação de equipes na Terra para saber sua posição.

Em vez de contar com sinais de satélites como o GPS terrestre, as missões em Marte usavam imagens feitas pelo próprio rover e por sondas em órbita para estimar a localização. Esse processo exigia acompanhamento humano constante e envolvia comunicação com atrasos, já que o planeta vermelho está a cerca de 225 milhões de quilômetros da Terra, em média.

Com o tempo, pequenos erros de cálculo se acumulavam. Ao percorrer longas distâncias, o rover podia ficar com uma incerteza de mais de 35 metros sobre onde estava. Se identificasse risco de chegar perto de um terreno perigoso, ele interrompia a movimentação e aguardava novas instruções da Terra. Esse modelo limitava a velocidade e o alcance das explorações.

Agora, a nova atualização chamada Localização Global de Marte permite que o Perseverance compare imagens panorâmicas feitas por suas câmeras com mapas de terreno armazenados internamente. Um algoritmo integrado ao rover realiza essa comparação em cerca de dois minutos e define a posição com precisão de aproximadamente 25 centímetros.

Segundo a NASA, o sistema funciona sem depender da confirmação imediata de engenheiros na Terra. Isso significa que o rover consegue calcular sozinho onde está e continuar a rota planejada, mesmo com os atrasos naturais na comunicação entre os dois planetas. A tecnologia aumenta a autonomia e reduz as pausas durante as operações científicas.

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