
A China anunciou recentemente um plano de expansão da estação espacial Tiangong, que deve passar de três para seis módulos nas próximas etapas do programa orbital. A iniciativa ocorre enquanto a Estação Espacial Internacional se aproxima do encerramento de suas atividades previstas para a próxima década.
O projeto inclui a adição de novos módulos científicos e operacionais, com o objetivo de ampliar a capacidade de pesquisas e aumentar o número de naves e missões simultâneas em órbita. A reorganização estrutural deve transformar a configuração atual em um formato mais extenso e funcional.
Além da ampliação da estação, o país prevê o lançamento de um telescópio espacial de grande porte que deve operar em órbita semelhante à Tiangong, permitindo manutenção e atualizações a partir da própria estação.
A expansão da Tiangong faz parte de um plano de crescimento gradual da infraestrutura espacial chinesa, que já havia sido construída originalmente com três módulos em formato de T e passou a operar com tripulações regulares desde sua conclusão entre 2021 e 2022.
Segundo o pesquisador Qian Hang, ligado à China Aerospace Science and Technology Corporation, a ampliação sempre esteve prevista dentro do planejamento inicial do programa.
De acordo com informações divulgadas pela agência Xinhua, a primeira etapa da expansão inclui o envio de um módulo multifuncional de cerca de 20 toneladas, que deve se acoplar ao núcleo central Tianhe. Esse novo conjunto deve adicionar pontos de acoplamento adicionais e melhorar a flexibilidade operacional da estação.
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