Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de fevereiro de 2026 · 2 min de leitura ·

“Alinhamento planetário” acontece hoje! Saiba como observar

"Alinhamento planetário" acontece hoje! Saiba como observar

Este mês de fevereiro está sendo marcado pelo chamado “alinhamento planetário” (ou desfile, como explicamos mais abaixo), em que seis planetas podem ser vistos logo após o pôr do Sol em várias regiões do mundo. Mercúrio, Vênus, Saturno, Júpiter, Urano e Netuno aparecem distribuídos ao longo de uma mesma faixa do céu, formando um arco visível no começo da noite. O melhor dia para obervar é justamente neste sábado (28).

Hoje representa o momento em que os planetas aparecem mais agrupados para muitas regiões do mundo. Ainda assim, conforme a latitude, a melhor oportunidade para observar pode ocorrer alguns dias antes ou depois.

No Brasil, por exemplo, Mercúrio e Vênus estarão imersos no brilho do crepúsculo, tornando a visualização mais complicada, principalmente para o primeiro, que tem o brilho mais tímido. Por aqui, o momento mais propício para ver os planetas ocorreu na semana passada, entre quinta (19) e sexta-feira (20), quando Mercúrio estava em seu maior afastamento aparente do Sol. De acordo com o guia de observação Starwalk.space, em cidades como São Paulo, o agrupamento pareceu mais compacto na quarta-feira (25).

Embora sábado seja o dia “oficial” do chamado “desfile planetário”, o fenômeno segue visível nas próximas semanas. Em 7 de março, Vênus, Saturno e Netuno estarão em conjunção, ainda mais próximos no céu, compondo uma cena celeste que se destaca na luz suave do crepúsculo.

Quatro planetas podem ser vistos a olho nu. Vênus é o mais brilhante, seguido por Júpiter, que se destaca facilmente no céu. Saturno está com brilho moderado e aparência estável, enquanto Mercúrio é o mais difícil de localizar. Devido ao seu brilho modesto e à sua proximidade do Sol, ele será visível apenas por alguns minutos no início da noite.

Já Urano e Netuno exigem o uso de binóculos ou telescópio. Ambos têm brilho fraco e não se destacam entre as estrelas, o que torna a observação mais desafiadora sem auxílio óptico.

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