Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Tempestade solar extrema atinge Marte e provoca falhas em sondas

Tempestade solar extrema atinge Marte e provoca falhas em sondas

Uma supertempestade solar que atingiu Marte em maio de 2024 provocou alterações significativas na atmosfera do planeta e causou falhas temporárias em espaçonaves que o orbitam. As conclusões fazem parte de um estudo divulgado na Nature Communications, baseado em dados coletados por duas sondas da Agência Espacial Europeia (ESA).

As observações foram feitas pelas orbitadoras Mars Express e ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO). Segundo os pesquisadores, o fenômeno inundou a atmosfera superior de Marte com elétrons e expôs as sondas a níveis elevados de radiação.

Em maio de 2024, a Terra já havia sido atingida pela maior tempestade solar registrada em mais de duas décadas. O evento intensificou a atividade da atmosfera terrestre e gerou auroras visíveis até regiões tão ao sul quanto o México. A mesma tempestade também alcançou Marte.

No caso do planeta vermelho, os instrumentos das sondas estavam posicionados de maneira favorável para registrar o fenômeno. Um monitor de radiação a bordo da TGO detectou uma dose equivalente a 200 dias de exposição normal em apenas 64 horas.

“O impacto foi notável: a atmosfera superior de Marte foi inundada por elétrons”, afirmou Jacob Parrott, pesquisador da ESA e autor principal do estudo. “Foi a maior resposta a uma tempestade solar que já vimos em Marte.”

Para investigar os efeitos da tempestade solar em Marte, os cientistas utilizaram uma técnica chamada ocultação por rádio, que vem sendo desenvolvida pela ESA.

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