
Autoridades dos Estados Unidos afirmaram nesta quarta-feira (4) que pretendem usar bombas gravitacionais de precisão em novos ataques contra o Irã, caso a escalada militar continue. O armamento foi citado pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, ao falar sobre o arsenal disponível para operações na região.
A menção ao termo pode gerar dúvidas sobre o tipo de arma envolvida. Bombas gravitacionais não são necessariamente nucleares. A expressão descreve o modo de lançamento do armamento, liberado por aeronaves e guiado até o alvo durante a queda, e não o tipo de explosivo que ele carrega. Dependendo do modelo, essas bombas podem usar cargas convencionais ou ogivas nucleares.
O fato de bombas gravitacionais terem sido usadas em ataques nucleares históricos contribui para a confusão. As bombas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial eram desse tipo, pois foram liberadas por bombardeiros e seguiram trajetória de queda até o alvo.
Isso não significa que todas as bombas gravitacionais sejam nucleares. Na prática, a grande maioria das utilizadas hoje possui explosivos convencionais e é voltada para alvos específicos no campo de batalha.
Alguns modelos são projetados para penetrar o solo antes de explodir, usando um mecanismo de detonação com atraso para destruir instalações fortificadas.
Um exemplo citado no contexto da tensão com o Irã é a GBU-57 Massive Ordnance Penetrator, também chamada de MOP.
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