Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de março de 2026 · 2 min de leitura ·

Como a vida poderia existir em planetas que não têm sol

Como a vida poderia existir em planetas que não têm sol

Um artigo publicado recentemente na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society revela que “a vida não precisa necessariamente de um sol” para prosperar. O estudo sugere que certos ambientes no espaço profundo podem manter água líquida e condições favoráveis à vida mesmo sem a presença de uma estrela.

A pesquisa se concentra em possíveis exoluas que orbitam planetas errantes – mundos que vagam pelo espaço sem ligação com qualquer estrela, após serem expulsos de seus sistemas planetários. Segundo os cientistas, algumas delas podem permanecer quentes por longos períodos, criando possíveis ambientes habitáveis.

Para investigar essa hipótese, os pesquisadores utilizaram modelos computacionais. As simulações indicam que uma lua com tamanho semelhante ao da Terra, orbitando um planeta errante parecido com Júpiter, poderia manter água líquida na superfície por até 4,3 bilhões de anos.

Esse período é quase equivalente à idade do nosso planeta. Para os autores do estudo, o resultado mostra que ambientes potencialmente habitáveis podem existir mesmo fora de sistemas estelares tradicionais.

Até agora, nenhuma exolua foi confirmada oficialmente, mas evidências indiretas indicam que esses corpos podem ser relativamente comuns no Universo.

Já os planetas errantes surgem quando sistemas planetários jovens passam por interações gravitacionais intensas. Durante esse processo caótico, alguns mundos podem ser expulsos da órbita de sua estrela e lançados ao espaço interestelar.

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