
A NASA se prepara para levar astronautas de volta à Lua pela primeira vez em mais de cinco décadas. O objetivo vai além do simples retorno: a agência quer testar novas formas de exploração humana, mais seguras e eficientes, e avançar em direção a uma presença permanente no satélite. A Artemis 2, primeira missão desse novo ciclo, tem lançamento programado para 1º de abril.
Se tudo correr bem, essa viagem fará com que humanos vão para mais longe da Terra do que nunca, superando o recorde da Apollo 13, em 1970. “O mais empolgante é que estamos retomando isso”, disse Amit Kshatriya, administrador associado da NASA, na Conferência de Ciências Lunares e Planetárias (LPSC) na segunda-feira (16), em The Woodlands, no Texas.
“Suas descrições serão dados científicos monumentais”, explicou Ariel Deutsch, cientista planetária do Centro de Pesquisa Ames. Ela destacou que a percepção humana detecta detalhes que sensores robóticos não captam.
Durante a missão, a tripulação terá blocos de observação que podem somar até seis horas ao longo da viagem. Nesse período, os astronautas vão registrar a Lua usando câmeras portáteis, tablets e gravações de voz, fazendo anotações sobre relevo, cores e iluminação. Essas observações humanas são essenciais porque permitem perceber detalhes sutis que sensores robóticos não captam, como variações finas de terreno ou iluminação, ajudando os cientistas a estudar regiões ainda pouco conhecidas do satélite.
Para organizar o trabalho, a NASA criou um atlas lunar interativo. Ele orienta a tripulação sobre quais alvos observar, considerando luz e visibilidade. O plano final será atualizado após o lançamento, de acordo com a trajetória da espaçonave.
O treinamento da tripulação durou três anos, com base em técnicas da era Apollo. O foco foi geologia de campo e um curso intensivo de “fundamentos lunares”. O objetivo era preparar os astronautas para descrever a Lua com precisão.
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