
O DNA de cachorro mais antigo já encontrado revela que esses animais acompanham os humanos entre cerca de 15.800 anos e 5.000 anos antes do que se imaginava. A descoberta foi anunciada em dois estudos publicados nesta quarta-feira (25) na revista Nature (que você lê aqui e aqui).
Apesar de estarem presentes em lares e corações pelo mundo, a origem dos cães ainda é pouco conhecida. “É um mistério interessante”, afirmou o geneticista sueco Pontus Skoglund, do Instituto Francis Crick, no Reino Unido.
Pesquisas sugerem que os cães descendem de dois tipos de lobos cinzentos. Mas identificar quando a separação ocorreu é difícil, pois os ossos antigos de cães e lobos são parecidos. Para avançar, cientistas sequenciaram genomas de restos arqueológicos, revelando pistas sobre a domesticação.
O DNA canino mais antigo foi encontrado em um fragmento de crânio em Pinarbasi, na atual Turquia. A cadela, com poucos meses de idade, provavelmente se parecia com um lobo pequeno e viveu há cerca de 15.800 anos, segundo Laurent Frantz, da Universidade Ludwig Maximilian de Munique. Antes disso, o registro mais antigo tinha 10.900 anos.
Outro achado importante veio do sudoeste da Inglaterra: restos genéticos de 14.300 anos mostraram como os primeiros cães começaram a se espalhar pela Europa. Frantz afirma que o papel desses cães ainda não é totalmente claro, mas provavelmente eles ajudavam na caça ou na proteção, já que alimentá-los exigia recursos.
Mesmo que não fossem animais de estimação como hoje, os cães mantinham um vínculo próximo com os humanos. Há evidências de que filhotes eram enterrados junto a sepulturas humanas, sugerindo forte relação afetiva.
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