
Um objeto familiar chamou atenção dentro da cápsula Orion, da missão Artemis 2: um iPhone flutuando em meio à cabine. A cena aconteceu cerca de quatro horas após o início da missão rumo à Lua, a primeira com tripulação desde 1972.
O aparelho, um modelo iPhone 17 Pro Max, saiu das mãos do astronauta Jeremy Hansen, passou por Reid Wiseman e Victor Glover, até chegar a Christina Koch, em um momento capturado pelas câmeras a bordo.
A presença de smartphones marca uma mudança na abordagem da NASA. Pela primeira vez, a agência permitiu que astronautas levassem celulares para o espaço. Os aparelhos foram fornecidos durante o período de quarentena da tripulação, iniciado em março.
Apesar da novidade, os dispositivos têm funções limitadas. Não há acesso à internet, Bluetooth ou aplicativos online. O uso é voltado principalmente para registrar fotos e vídeos. Dentro da cápsula Orion, os astronautas já utilizaram os iPhones para capturar imagens da Terra e do espaço, incluindo registros do estágio superior do foguete responsável por levá-los à órbita.
Além disso, Christina Koch e Jeremy Hansen registraram imagens de Victor Glover e Reid Wiseman enquanto a cápsula realizava manobras ao redor do foguete — uma demonstração importante para futuras operações de acoplamento com módulos lunares.
O processo de aprovação de equipamentos para uso no espaço é rigoroso. De acordo com Tobias Niederwieser, pesquisador do BioServe Space Technologies, da Universidade do Colorado em Boulder (EUA), a certificação envolve quatro etapas: apresentação do equipamento, identificação de riscos, elaboração de soluções e validação dessas medidas.
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