
Avi Loeb, astrônomo da Universidade de Harvard famoso por suas ideias polêmicas, voltou a levantar suspeitas sobre objetos espaciais. Depois de sugerir que o cometa interestelar 3I/ATLAS poderia ser uma espaçonave alienígena, ele agora diz ter detectado sinais incomuns na rotação de outro cometa, o 41P/Tuttle-Giacobini-Kresak, que poderiam indicar tecnologia oculta em seu núcleo.
Conhecido simplesmente como 41P, esse cometa foi observado de forma independente três vezes ao longo de mais de um século. Em 1858, uma passagem foi registrada por Horace Parnell Tuttle; em 1907, Michael Giacobini detectou novamente, sem saber que era o mesmo objeto; e em 1951, Ľubor Kresák fez a terceira observação. Só então os astrônomos conseguiram conectar todos os registros e compreender a órbita do cometa.
O 41P/Tuttle-Giacobini-Kresak pertence à família de cometas de Júpiter, com órbita que vai de perto do gigante gasoso até próximo da Terra, em um ciclo de 5,4 anos. Ele é conhecido por explosões de brilho intenso, como a registrada em 1973, quando atingiu magnitude 4.
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, observações feitas em março de 2017 indicavam que o 41P girava em torno de seu eixo a cada 20 horas. Em maio, esse tempo já havia saltado para cerca de 53 horas. Era uma mudança muito rápida para os padrões conhecidos. No entanto, a surpresa maior veio no final do ano. Em dezembro, o período de rotação foi medido em 14,4 horas. Para explicar essa diferença, Jewitt propôs que o cometa pode ter desacelerado até parar por volta de junho e, depois, retomado o giro em sentido contrário.
Uma pesquisa recente, publicada no mês passado, revelou que a rotação do cometa continuou mudando, e até se inverteu. David Jewitt, astrônomo especializado em cometas e objetos do Sistema Solar, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), usou dados do Telescópio Espacial Hubble e concluiu que forças internas, como a emissão de gases, podem ter torcido o núcleo, causando alterações na velocidade de rotação.
A emissão de gases em jatos é comum em cometas, mas o nível observado no 41P é atípico. Isso sugere que o núcleo, embora pequeno, é altamente ativo e pode evoluir rapidamente, tornando seu estudo importante para entender a vida e destruição desses corpos celestes.
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