Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Derretimento do gelo marinho na Antártida altera ecossistemas e preocupa cientistas

Derretimento do gelo marinho na Antártida altera ecossistemas e preocupa cientistas

A rápida redução do gelo marinho na Antártida está provocando mudanças profundas na vida marinha da região, segundo um estudo financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). Os impactos atingem especialmente espécies fundamentais da base da cadeia alimentar, como o plâncton, e podem redefinir o equilíbrio ecológico do Oceano Austral.

A diminuição do gelo é um dos sinais mais visíveis das mudanças climáticas, frequentemente associada ao Ártico. No entanto, dados recentes indicam que a Antártida passou a enfrentar transformações igualmente dramáticas.

Diante da dificuldade de coleta de dados em campo, uma equipe liderada pelo Plymouth Marine Laboratory, no Reino Unido, utilizou tecnologia de satélite para investigar o fenômeno.

O estudo integrou o projeto Biodiversity in the Open Ocean, da ESA, e analisou dados do Ocean Colour Project, parte da Climate Change Initiative da agência. Essas medições captam como a luz solar é refletida na superfície do oceano em diferentes comprimentos de onda, permitindo inferir condições biológicas a partir do espaço.

Com base nesses sinais ópticos, os cientistas classificaram o Oceano Austral em diferentes “paisagens marinhas”, cada uma refletindo características biológicas específicas.

Essas classificações revelam informações sobre o fitoplâncton — algas microscópicas que formam a base da cadeia alimentar antártica. As variações na luz refletida indicam tanto a quantidade quanto os tipos predominantes dessas algas.

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