
Nesta terça-feira (21) começa o pico de uma das chuvas de meteoros mais importantes do ano: a Líridas. Apesar de ficar ativa até o dia 25, a máxima acontece justamente nessa noite, então é a melhor oportunidade de assistir ao evento.
Neste ano o pico do evento será com a Lua na fase crescente, 42% iluminada, mas ela não estará mais no céu no horário em que os meteoros lirídeos começarem a aparecer, favorecendo bastante a observação.
Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA) e colunista do Olhar Digital, todos os meteoros de uma mesma chuva atingem a atmosfera paralelamente uns aos outros. “Isso porque seguem aproximadamente a mesma órbita do cometa ou asteroide que deu origem a eles”.
Entretanto, devido ao efeito de perspectiva, para um observador na Terra, esses meteoros parecem se originar de um mesmo ponto no céu, chamado de radiante. No caso da Líridas, esse radiante fica na Constelação da Lira – o que dá nome a essa chuva.
Como Lira é uma constelação da região norte do céu, Líridas é melhor observada nos países do Hemisfério Norte, onde deve apresentar até 18 meteoros por hora. “Aqui no Brasil, quanto mais ao norte estiver o observador, mais meteoros terá chance de ver”, explica Zurita.
No diagrama abaixo, elaborado pela BRAMON, tem-se a taxa média de ocorrência em cada capital brasileira.
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