
Uma nova análise de imagens de vídeo do tsunami que devastou o Japão em março de 2011 revelou que a costa rica em lama tornou o desastre significativamente mais destrutivo do que poderia ter sido. O estudo, conduzido por Patrick Sharrocks, da Universidade de Leeds (Inglaterra), mostrou como as características específicas da região costeira amplificaram o poder devastador das ondas.
A pesquisa, publicada no Journal of the Geological Society, analisou filmagens de helicópteros com imagens do Google Earth de antes e depois do evento para estimar a velocidade, forma e força da frente de fluxo do tsunami.
Os pesquisadores descobriram que, à medida que a onda viajava sobre campos de arroz ricos em lama, ela se transformava de um fluxo rápido de água clara em um fluxo espesso e carregado de sedimentos.
Os autores recomendam que as avaliações de risco de tsunami sejam atualizadas para refletir o risco amplificado apresentado por ambientes costeiros ricos em lama. Essas avaliações devem ser usadas para informar decisões sobre uso do solo costeiro em regiões propensas a tsunamis.
A pesquisa destaca a importância de considerar as características geológicas locais ao avaliar vulnerabilidades a tsunamis. Áreas com sedimentos ricos em lama podem experimentar forças destrutivas significativamente maiores durante eventos de tsunami, informação crucial para planejamento urbano e preparação para desastres em regiões costeiras vulneráveis.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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