Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Sol produz duas erupções violentas em 7 horas e afeta comunicações na Terra

Sol produz duas erupções violentas em 7 horas e afeta comunicações na Terra

Depois de um longo período de quase 80 dias de calmaria, o Sol voltou a apresentar forte atividade e liberou duas erupções solares de classe X, o tipo mais violento que existe, em um curto intervalo de tempo. 

As duas erupções aconteceram com apenas sete horas de diferença. Elas tiveram origem no grupo de manchas solares AR4419, localizado na encosta oeste do Sol. De acordo com a plataforma de climatologia e meteorologia espacial Spaceweather.com, a primeira foi classificada como X2.4 e registrada às 22h07 (horário de Brasília) de quinta-feira (23), seguida da segunda, um evento X2.5, às 5h14 da manhã de sexta-feira (24).

Os efeitos dessas explosões foram sentidos na Terra quase imediatamente. A radiação emitida provocou apagões de rádio em ondas curtas no lado iluminado do planeta. O primeiro impacto atingiu áreas do Oceano Pacífico e da Austrália, enquanto o segundo afetou comunicações no Leste Asiático, interrompendo sinais e causando instabilidade temporária.

Antes dessas explosões mais fortes, a mesma região já vinha apresentando atividade elevada, com várias erupções de classe M registradas na quinta-feira. Também foi observada uma “erupção simpática”, que recebe esse nome quando duas áreas diferentes do Sol liberam energia quase ao mesmo tempo, mesmo estando em lados opostos da estrela, indicando grande instabilidade magnética.

Here’s a multi-wavelength view of tonight’s X2.5-class #SolarFlare. This is the strongest flare we’ve seen for 78 days. pic.twitter.com/OpvR6oR3Ta

As erupções do tipo X podem vir acompanhadas de ejeções de massa coronal (CME), grandes nuvens de plasma e campos magnéticos do Sol lançados ao espaço. No caso dessas explosões, como a região ativa está na borda oeste da estrela, a maior parte do material não deve atingir diretamente a Terra. Ainda assim, cientistas seguem monitorando a trajetória, já que um impacto indireto também pode provocar tempestades geomagnéticas e até intensificar auroras.

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