Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Cometa “se transforma em unicórnio” ao passar entre o Sol e a Terra

Cometa “se transforma em unicórnio” ao passar entre o Sol e a Terra

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, o cometa PanSTARRS (C/2025 R3) atingiu no domingo (26) o ponto de maior aproximação da Terra, chamado de perigeu. Nesse momento, ele passou quase alinhado entre o nosso planeta e o Sol (de quem já havia atingido a menor distância dias antes, no periélio), o que dificultou a observação direta a partir da superfície.

O evento foi registrado pelo coronógrafo C3, a bordo do Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), missão conjunta entre a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA). Esse instrumento bloqueia a luz solar intensa e permite observar objetos que passam muito próximos do Sol, como cometas.

As imagens captadas revelaram um fenômeno curioso pouco antes de o objeto sair do campo de visão. Uma segunda cauda surgiu a partir do núcleo do cometa, criando uma aparência incomum, como pode ser visto abaixo em câmera lenta. 

Segundo explica a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, a cauda principal, mais espessa e brilhante, é formada por poeira. Esse material é mais pesado e, por isso, tende a seguir a trajetória orbital do cometa, sendo menos afetado pelo vento solar.

Já a segunda cauda é composta por gases ionizados, partículas muito mais leves que reagem rapidamente à ação do vento solar. Por isso, essa estrutura pode mudar de direção com facilidade e assumir formas diferentes. No registro acima, essa cauda iônica gira e cria um efeito visual curioso, lembrando a figura de um “unicórnio”. 

De acordo com a NASA, o cometa passou a pouco mais de 72 milhões de quilômetros da Terra. Embora essa distância seja relativamente pequena em escala espacial, a posição do objeto no céu dificultou sua visualização.

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