
Novas imagens impressionantes registradas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, revelaram em detalhes uma região do espaço onde uma estrela em fase final de vida está cercada por estruturas complexas de gás e poeira.
As observações mostram ambientes cósmicos ricos em moléculas de carbono, conhecidas como “buckyballs”, e ajudam os cientistas a entender melhor como esses compostos se formam em condições extremas no Universo.
As imagens foram captadas na nebulosa Tc 1, localizada a cerca de 10 mil anos-luz da Terra, na direção da constelação de Ara, no hemisfério sul do céu. Essa região se formou a partir de uma estrela semelhante ao Sol, mas muito mais antiga, que passou por um processo de esgotamento de combustível e começou a expelir suas camadas externas para o espaço ao longo do tempo.
No centro desse sistema está o que restou da estrela: uma anã branca extremamente quente. Esse núcleo estelar não produz mais energia por fusão nuclear, mas ainda emite radiação intensa, que ilumina o gás ao redor, criando as estruturas brilhantes observadas pelo Webb e permitindo o estudo detalhado da composição química da nebulosa.
Foi nesse mesmo objeto que cientistas identificaram pela primeira vez, em 2010, a presença de fulerenos no espaço. Esses compostos são moléculas grandes e ocas de carbono, com formato semelhante ao de uma bola de futebol. A descoberta foi feita com o já aposentado telescópio Spitzer, da NASA, que também observava no infravermelho, assim como o JWST.
Em um comunicado, o pesquisador Jan Cami, da Western University, no Canadá, destacou que as novas imagens revelam um nível de detalhe muito maior do que o observado anteriormente. Segundo ele, a região mostra estruturas inesperadas e levanta novas perguntas sobre como essas moléculas se formam e se comportam em ambientes de alta radiação e baixa densidade no espaço.
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