Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Primeiro turista espacial da história foi lançado à ISS há 25 anos

Primeiro turista espacial da história foi lançado à ISS há 25 anos

Até 2001, viagens ao espaço eram atividades restritas a astronautas profissionais ligados a agências governamentais. Essa realidade mudou em 28 de abril de 2001, quando o engenheiro e investidor estadunidense Dennis Tito se tornou o primeiro turista espacial da história, sendo lançado rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave russa Soyuz TM-32, após pagar cerca de 20 milhões de dólares pela experiência.

Originalmente, Tito havia planejado visitar a estação russa Mir, por meio de um acordo com a empresa MirCorp. O projeto foi cancelado com a desativação da plataforma, em março de 2001. Persistente, ele buscou uma alternativa e encontrou na empresa Space Adventures a intermediação para viabilizar o voo.

A presença de um civil em órbita gerou resistência, especialmente por parte da NASA. Ainda assim, a Rússia aceitou a proposta – e o pagamento milionário. Tito embarcou ao lado dos cosmonautas Talgat Musabayev e Yuri Baturin, integrando a missão Soyuz TM-32. Já na ISS, ele se juntou à tripulação da Expedição 2 e permaneceu cerca de uma semana no laboratório orbital.

A viagem terminou sem incidentes e marcou o início de um novo nicho: o uso comercial do espaço. Até então, missões tripuladas estavam ligadas a objetivos científicos, tecnológicos e políticos.

Esse avanço só foi possível após décadas de desenvolvimento. Antes de levar pessoas ao espaço, foi preciso entender como organismos vivos reagiriam fora da Terra. Por isso, ainda nas décadas de 1940 e 1950, animais foram lançados em voos experimentais.

Em 1949, o macaco Albert II foi lançado em um voo suborbital pelos EUA e chegou a ultrapassar a linha que marca o início do espaço. No retorno, porém, a cápsula sofreu uma falha no paraquedas e ele morreu no impacto com o solo. Anos depois, em 1957, a União Soviética colocou em órbita a cadela Laika, a bordo da nave Sputnik 2. Sem tecnologia de reentrada, a missão já era considerada sem volta, e o animal morreu poucas horas após o lançamento, devido ao superaquecimento.

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