
Nesta quinta-feira (30), a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou a inclusão do bluebuck, um antílope extinto por volta de 1800, em sua lista de espécies estudadas para possível “desextinção”. O animal se junta a projetos que já envolvem o mamute-lanoso, o dodô, o moa, o tilacino e o lobo-terrível.
De nome científico Hippotragus leucophaeus, o antílope-azul desapareceu principalmente devido à caça intensiva durante a colonização europeia na África do Sul. A espécie foi descrita oficialmente em 1766, mas sobreviveu por pouco tempo após esse registro.
We’re bringing back a literal blue antelope. From extinction. Because nature has range.Today we’re announcing the bluebuck de-extinction project. Gone since 1800, this silvery, slate-blue grazer once shaped South Africa’s grasslands. Now it’s on its way back. 💪(1/10) pic.twitter.com/DijBHRFhuC
Com pelagem azul-acinzentada, chifres curvos e marcas faciais marcantes, o animal tinha cerca de 1,2 metro de altura no ombro, sendo menor que espécies aparentadas ainda existentes. Mesmo com poucos registros visuais, pesquisadores afirmam ter dados suficientes para orientar tentativas de reconstrução.
A escolha do bluebuck está ligada à sua proximidade com antílopes vivos, como o antílope-ruão e o antílope-sable. Essa relação genética pode facilitar experimentos e contribuir para a preservação de outras espécies ameaçadas, como o saiga, o adax e a gazela-dama.
Entre as técnicas utilizadas está a OPU (sigla para Over-the-Position – Operação de Unidade de Proteção), método de coleta de óvulos de animais vivos. Esses óvulos podem ser usados em fertilização em laboratório, combinados com material genético editado para gerar embriões com características próximas às do antílope-azul.
Entre para comentar.