
Um artigo submetido à revista Astronomy & Computing, disponível em versão pré-impressão no repositório arXiv, apresenta um dos maiores conjuntos de dados já produzidos em simulações cosmológicas. O material oferece aos cientistas uma nova ferramenta para investigar, com mais precisão, como o Universo evoluiu ao longo de bilhões de anos.
O banco de dados foi desenvolvido pelo projeto FLAMINGO, sigla em inglês para Simulações de Estrutura em Larga Escala com Hidrodinâmica Completa e Mapeamento de Todo o Céu.
Ao todo, são mais de 2,5 petabytes de informações – um volume equivalente a cerca de 500 mil filmes em alta definição. A dimensão do projeto reflete a crescente demanda da astronomia por modelos teóricos tão avançados quanto as observações atuais.
Hoje, telescópios modernos conseguem registrar o Universo com um nível de detalhe sem precedentes. No entanto, interpretar esses dados exige simulações capazes de reproduzir tanto as grandes estruturas cósmicas quanto os processos físicos complexos que ocorrem dentro das galáxias. Foi justamente para preencher essa lacuna que o FLAMINGO foi criado.
De acordo com um comunicado, as simulações funcionam como “Universos virtuais”. Elas começam logo após o Big Bang e acompanham a evolução do cosmos ao longo do tempo. Nesse processo, pequenas variações iniciais na distribuição de matéria dão origem a galáxias, aglomerados e à chamada teia cósmica, que define a estrutura do Universo atual.
Um dos diferenciais do FLAMINGO é a capacidade de incluir, em um único modelo, diferentes componentes do Universo. Além da matéria escura, que representa a maior parte da massa cósmica, o sistema também considera a matéria comum e os efeitos da energia escura. Isso permite simulações mais completas e próximas da realidade observada.
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