
O rover Curiosity, da NASA, está acostumado a perfurar rochas em Marte. Já são mais de 40 furos desde que pousou no planeta vermelho, em 2012. Mas o que aconteceu no dia 25 de abril de 2026 pegou a equipe de engenheiros de surpresa.
O veículo mergulhou sua broca rotativa-percussiva em uma rocha batizada de “Atacama”, na esperança de pulverizar o material para análise. Quando o robô recolheu o equipamento, no entanto, toda a placa de rocha — com impressionantes 13 quilos — veio junto. A pedra ficou presa à broca.
“Nunca havíamos visto isso antes”, escreveu a NASA em um comunicado. “A perfuração já fraturou ou separou camadas superiores de rochas no passado, mas nenhuma rocha jamais permaneceu presa à camisa de perfuração.”
O Curiosity nunca teve uma relação pacífica com seu mecanismo de perfuração. A ferramenta combina movimento rotativo com força de martelamento para fragmentar a rocha em pó fino. Esse pó é então coletado e analisado pelos instrumentos de bordo.
Os problemas começaram cedo. Em 2015, surgiram curtos-circuitos no mecanismo de percussão. No final do mesmo ano, um detrito obstruiu o freio da broca. Em 2016, a perfuração parou completamente. Após anos de testes e reengenharia, a NASA conseguiu retomar as operações em 2018.
Apesar das dificuldades, os furos do Curiosity renderam descobertas fundamentais, incluindo a detecção de alcanos de cadeia longa em folhelhos marcianos — moléculas que, na Terra, estão associadas a processos biológicos.
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