
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a SpaceX anunciou que vai lançar, na próxima terça-feira (19), a nova versão do Starship, o maior foguete já construído. O veículo passou por uma reformulação ampla desde o último voo realizado há cerca de sete meses. A nova configuração, chamada de Starship V3, reúne mudanças estruturais, motores mais modernos e sistemas projetados para futuras missões à Lua e, futuramente, para Marte.
O primeiro voo de um Starship totalmente integrado aconteceu em abril de 2023, marcando a estreia do sistema completo formado pelo propulsor Super Heavy e pela nave Starship, que dá nome ao conjunto, em um mesmo lançamento. Desde então, a empresa realizou diversos testes para corrigir falhas e aprimorar o desempenho do sistema. Após 11 lançamentos experimentais, a SpaceX apresentou uma versão considerada mais potente, resistente e preparada para operações frequentes.
O objetivo da empresa é transformar o Starship em um foguete totalmente reutilizável. Isso significa que tanto o propulsor quanto a nave principal poderão retornar à Terra e ser usados novamente em outras missões. A proposta é reduzir custos e aumentar a frequência de lançamentos, algo considerado essencial para missões tripuladas de longa duração.
O novo Starship também será lançado a partir de uma nova plataforma construída em Starbase, no sul do Texas, nos Estados Unidos. A estrutura foi criada para suportar operações mais rápidas e constantes. A SpaceX pretende deixar a fase de testes e avançar para um modelo operacional capaz de realizar voos regulares e reabastecimento em órbita.
O Starship V3 ficou cerca de 1,5 metro mais alto do que as versões anteriores do foguete. Porém, as maiores mudanças estão nos sistemas internos. Tanto o Super Heavy quanto o estágio superior receberam os motores Raptor 3, considerados mais eficientes e confiáveis. O propulsor principal continua equipado com 33 motores, capazes de gerar mais de 8 milhões de quilos de empuxo durante a decolagem.
O Super Heavy também passou por mudanças aerodinâmicas importantes. As chamadas aletas de grade, estruturas usadas para controlar a descida do foguete durante o retorno à Terra, foram reduzidas de quatro para três unidades. Mesmo assim, cada uma delas ficou cerca de 50% maior. Além disso, foram reposicionadas para suportar melhor o calor extremo produzido durante a separação dos estágios.
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