Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de maio de 2026 · 2 min de leitura ·

Primeiros pintinhos nascem de ovo artificial que promete ‘ressuscitar’ ave extinta

Primeiros pintinhos nascem de ovo artificial que promete 'ressuscitar' ave extinta

A empresa de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou, nesta terça-feira (19), o nascimento dos primeiros pintinhos gerados a partir de um ovo artificial. A tecnologia consiste num sistema de incubação sem casca projetado para suportar o desenvolvimento completo de embriões aviários. O processo de ponta a ponta é de baixo custo, escalável em tamanho e capaz de ser replicado em alto volume.

A inovação foi desenvolvida como parte do plano da companhia de trazer de volta à vida a moa gigante. A ave, considerada uma das maiores que já habitaram a Terra, está extinta há quase 600 anos. 

Além do projeto de desextinção, os cientistas preveem a aplicação do sistema como uma nova plataforma voltada à conservação de espécies de aves ameaçadas de extinção.

A criação de sistemas de cultura aviária sem casca é um desafio que cientistas tentavam superar desde a década de 1980. Na época, os experimentos falharam devido à necessidade de grandes volumes de oxigênio puro, o que danificava o DNA e prejudicava a saúde dos animais. 

A Colossal superou esse obstáculo desenvolvendo uma arquitetura de casca em treliça integrada a uma membrana de silicone criada por meio de bioengenharia. Ela é capaz de igualar a capacidade de transferência de oxigênio de uma casca natural e manter o gás em níveis ambientes.

“É uma janela para a biologia do desenvolvimento”, afirmou Ben Lamm, fundador da Colossal, em entrevista ao IFLScience. “Isso mostra que podemos replicar a natureza e, de certa forma, até melhorar a natureza, o que é realmente interessante.”

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