Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de maio de 2026 · 2 min de leitura ·

Copa do Mundo 2026: a ciência por trás do gramado ‘perfeito’ da competição

Copa do Mundo 2026: a ciência por trás do gramado 'perfeito' da competição

Aos oito minutos da estreia da Argentina na Copa América de 2024, um lance incomum chamou atenção. Ángel Di María, ídolo da seleção argentina, roubou a bola da defesa canadense e avançou sozinho em direção ao gol… mas teve dificuldade no domínio e finalizou sem força, para as mãos do goleiro.

Depois da partida, jogadores e comissão técnica atribuíram parte do problema ao gramado do estádio de Atlanta, nos Estados Unidos. Segundo os argentinos, a bola quicava “como em um trampolim”. O campo foi descrito como “um desastre”.

As críticas se espalharam ao longo do torneio. O resultado? A qualidade dos gramados americanos acabou no centro das preocupações da FIFA às vésperas da Copa do Mundo 2026, que será disputada nos EUA, Canadá e México.

Para evitar que o problema volte a se repetir, a entidade montou uma verdadeira operação científica envolvendo universidades, fazendas especializadas, laboratórios e engenheiros agrônomos. O objetivo: criar gramados capazes de suportar 104 partidas, condições climáticas extremas e estádios fechados sem comprometer o desempenho dos jogadores.

Nos últimos oito anos, pesquisadores realizaram mais de 170 experimentos diferentes para chegar ao “campo perfeito”. Eles analisaram desde a altura ideal da grama até o comportamento da bola em diferentes superfícies.

“É muita pressão”, resumiu John Sorochan, professor da Universidade do Tennessee e responsável pela supervisão dos gramados nos 16 estádios do Mundial, em entrevista à BBC.

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