
Aos oito minutos da estreia da Argentina na Copa América de 2024, um lance incomum chamou atenção. Ángel Di María, ídolo da seleção argentina, roubou a bola da defesa canadense e avançou sozinho em direção ao gol… mas teve dificuldade no domínio e finalizou sem força, para as mãos do goleiro.
Depois da partida, jogadores e comissão técnica atribuíram parte do problema ao gramado do estádio de Atlanta, nos Estados Unidos. Segundo os argentinos, a bola quicava “como em um trampolim”. O campo foi descrito como “um desastre”.
As críticas se espalharam ao longo do torneio. O resultado? A qualidade dos gramados americanos acabou no centro das preocupações da FIFA às vésperas da Copa do Mundo 2026, que será disputada nos EUA, Canadá e México.
Para evitar que o problema volte a se repetir, a entidade montou uma verdadeira operação científica envolvendo universidades, fazendas especializadas, laboratórios e engenheiros agrônomos. O objetivo: criar gramados capazes de suportar 104 partidas, condições climáticas extremas e estádios fechados sem comprometer o desempenho dos jogadores.
Nos últimos oito anos, pesquisadores realizaram mais de 170 experimentos diferentes para chegar ao “campo perfeito”. Eles analisaram desde a altura ideal da grama até o comportamento da bola em diferentes superfícies.
“É muita pressão”, resumiu John Sorochan, professor da Universidade do Tennessee e responsável pela supervisão dos gramados nos 16 estádios do Mundial, em entrevista à BBC.
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