Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de maio de 2026 · 2 min de leitura ·

Lua: lasers em crateras podem criar “GPS” para missões Artemis

Lua: lasers em crateras podem criar "GPS" para missões Artemis

A corrida para estabelecer uma presença humana de longo prazo na Lua ganhou um novo e inovador aliado tecnológico.

Cientistas do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês) propuseram um método incomum, mas altamente eficaz, para criar um sistema de navegação semelhante ao GPS na superfície lunar: instalar lasers ultraestáveis dentro de algumas das crateras mais escuras e frias do satélite natural da Terra.

O sistema proposto visa facilitar drasticamente a orientação e a locomoção de astronautas do programa Artemis, além de rovers e espaçonaves, reduzindo a dependência histórica dos sistemas de rastreamento baseados na Terra.

Na Terra, operar uma cavidade de silício desse nível exige sistemas complexos de resfriamento criogênico e isolamento contra vibrações, já que qualquer oscilação mínima de temperatura pode desestabilizar o laser devido à expansão térmica.

Na Lua, contudo, a própria natureza faz esse trabalho de graça. O vácuo natural absoluto, a ausência de calor e o ambiente de baixíssima vibração sísmica impedem a expansão térmica do silício, fornecendo a estabilidade de frequência necessária para calcular posições e rastrear movimentos com precisão inédita.

O autor principal do estudo, Jun Ye, destacou, em comunicado, o potencial da descoberta. “Assim que entendi o que as regiões permanentemente sombreadas podem oferecer, senti que este seria o ambiente mais ideal para um laser superestável.”

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