
Um novo alerta climático preocupa cientistas e autoridades ambientais. Segundo o mais recente boletim do Centro de Previsão Climática (CPC), a probabilidade de formação de um evento de Super El Niño é de 80% até o fim de 2026. Ainda não há confirmação sobre a real intensidade do fenômeno, mas o risco já chama atenção por causa dos impactos recentes observados na Amazônia.
A preocupação aumentou após a crise climática registrada entre 2023 e 2024, período em que a combinação de seca extrema e calor intenso provocou graves danos ambientais e dificuldades para milhares de pessoas. Rios atingiram níveis críticos, comunidades ficaram isoladas e incêndios avançaram rapidamente pela floresta.
O El Niño é um fenômeno climático natural causado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ele altera o clima em várias partes do planeta. No Brasil, costuma provocar mais chuvas no Sul e redução das precipitações no Norte e Nordeste.
Além da diminuição das chuvas, o fenômeno também contribui para o aumento das temperaturas. Na Amazônia, esse cenário se torna ainda mais perigoso quando calor extremo e seca acontecem ao mesmo tempo.
Grandes secas já atingiram a Amazônia durante eventos de El Niño, como em 1998, 2010, 2015–2016 e 2023–2024. Embora o fenômeno de 2015–2016 tenha ficado marcado como um “Super El Niño”, devido à sua forte intensidade, a crise mais recente chamou atenção porque a seca veio acompanhada de calor extremo, o que acelerou a perda de água do solo, dos rios e da vegetação.
Os impactos atingiram tanto o meio ambiente quanto as populações locais. Em várias regiões, o transporte fluvial foi prejudicado, dificultando o abastecimento de água, alimentos e medicamentos. Ao mesmo tempo, incêndios florestais se espalharam por grandes áreas da Amazônia.
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