Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de maio de 2026 · 2 min de leitura ·

Cratera formada por impacto de asteroide contém possíveis sinais de vida primitiva

Cratera formada por impacto de asteroide contém possíveis sinais de vida primitiva

Uma equipe de cientistas da Coreia do Sul encontrou pistas que podem ajudar a entender como a Terra passou a ter uma atmosfera rica em oxigênio. A descoberta foi feita na cratera de impacto de Hapcheon, considerada a única cratera de asteroide confirmada na Península Coreana. 

O estudo indica que esse tipo de local pode ter servido como ambiente ideal para o surgimento de formas primitivas de vida.

Os pesquisadores identificaram estromatólitos, estruturas rochosas formadas pela ação de microrganismos ao longo de milhões de anos. Essas formações são consideradas alguns dos registros de vida mais antigos do planeta e costumam estar associadas às cianobactérias, organismos capazes de produzir oxigênio por meio da fotossíntese.

Conduzido por cientistas do Instituto Coreano de Geociências e Recursos Minerais (KIGAM), o trabalho foi publicado na revista científica Communications Earth & Environment. Segundo os autores, os estromatólitos encontrados dentro da cratera podem ter se desenvolvido em um lago hidrotermal criado após o impacto de um asteroide.

De acordo com a pesquisa, o choque do asteroide teria derretido parte das rochas da região, gerando calor suficiente para manter a água aquecida e rica em minerais por muito tempo. Esse cenário poderia ter criado condições favoráveis para o crescimento de micróbios capazes de sobreviver em ambientes extremos.

Os cientistas localizaram vários estromatólitos na região noroeste da cratera. Cada estrutura mede entre 10 e 20 centímetros de diâmetro. Esta é a primeira vez que formações desse tipo são encontradas no local, ampliando o interesse científico pela área.

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