
Novos mapas globais divulgados recentemente pela NASA mostram como a poluição luminosa mudou entre 2014 e 2022. O levantamento faz parte do projeto Black Marble, que utiliza imagens noturnas captadas por satélites para acompanhar a iluminação artificial em diferentes regiões do planeta.
O sistema reúne dados coletados pelos satélites Suomi-NPP, NOAA-20 e NOAA-21. Equipados com sensores especiais, eles registram as luzes visíveis durante a noite e permitem observar mudanças causadas por crescimento urbano, economia de energia, crises energéticas e até apagões.
Além de monitorar cidades iluminadas, o projeto também ajuda cientistas a identificar atividades como pesca ilegal, queima de gás natural e erupções vulcânicas. As imagens ainda servem para apontar regiões com baixa poluição luminosa, consideradas ideais para observação do céu estrelado.
Os novos mapas revelam que o comportamento da iluminação noturna no planeta é mais complexo do que parecia. Em vez de um crescimento contínuo das luzes artificiais ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram períodos alternados de aumento e redução do brilho em diferentes áreas do mundo.
Segundo a análise, essas mudanças refletem fatores econômicos, sociais e ambientais. Expansão industrial, novas construções, crises econômicas, adoção de tecnologias mais eficientes e políticas públicas de economia de energia influenciaram diretamente os resultados observados pelos satélites.
Os sensores do Radiômetro de Varredura por Imagem no Infravermelho Visível (VIIRS), usados pelo projeto Black Marble, conseguem detectar luzes em diferentes comprimentos de onda, do verde ao infravermelho próximo. O sistema também filtra interferências como brilho da Lua, auroras e reflexos atmosféricos para gerar imagens mais precisas da iluminação terrestre.
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