Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de junho de 2026 · 2 min de leitura ·

“Sons” do Sol revelam comportamento inesperado

“Sons” do Sol revelam comportamento inesperado

Um estudo publicado nesta terça-feira (2) na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society traz uma nova visão sobre o comportamento do Sol e sugere que ele pode estar muito mais ativo do que indicam as observações feitas em sua superfície. 

A descoberta foi possível graças à análise de quase quatro décadas de dados coletados por uma rede internacional de telescópios que monitora o interior solar por meio de ondas sonoras.

Para investigar as regiões internas do Sol, os pesquisadores utilizaram a heliossismologia, técnica que estuda as ondas sonoras que percorrem seu interior. Essas vibrações funcionam de maneira semelhante às ondas sísmicas usadas para estudar a estrutura interna da Terra.

À medida que atravessam diferentes camadas do Sol, as ondas sofrem alterações que refletem as condições físicas e magnéticas encontradas pelo caminho. Ao analisar essas mudanças, os cientistas conseguem obter informações sobre regiões que não podem ser observadas diretamente por telescópios convencionais.

Liderada pelo professor Bill Chaplin, da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, a equipe utilizou observações realizadas entre 1987 e 2025 pela rede BiSON (sigla para Rede de Oscilações Solares de Birmingham), composta por seis telescópios distribuídos em diferentes partes do planeta. Juntos, esses instrumentos registraram quatro ciclos solares completos.

Para entender melhor os dados, os pesquisadores dividiram as ondas sonoras em diferentes frequências. As ondas de baixa frequência conseguem alcançar regiões mais profundas do interior solar, enquanto as de alta frequência fornecem informações sobre camadas localizadas mais próximas da superfície.

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