
A China está formando especialistas em terras raras dentro de universidades e laboratórios ligados à indústria. O movimento reforça a liderança chinesa em um setor essencial para carros elétricos, turbinas e equipamentos militares.
Enquanto EUA e Europa ainda tentam reduzir a dependência chinesa, Pequim já trabalha há décadas para formar especialistas e integrar universidades, mineração e indústria.
Todos os anos, centenas de estudantes viajam para Baotou, na Mongólia Interior, para estudar terras raras em instituições como a Universidade de Ciência e Tecnologia da Mongólia Interior. Depois da graduação, muitos seguem diretamente para refinarias, centros de pesquisa e fabricantes de ímãs usados em veículos elétricos, motores a jato e turbinas eólicas.
Na prática, Baotou virou uma espécie de centro nervoso da indústria chinesa de terras raras.
A estrutura impressiona pelo tamanho. Segundo levantamento da Reuters, a China possui mais de 40 laboratórios especializados em terras raras e pelo menos 11 universidades e faculdades técnicas com cursos dedicados ao tema. Juntas, essas instituições recebem mais de 500 estudantes por ano.
Esse modelo aproximou universidades, centros de pesquisa e empresas e ajudou a consolidar a liderança chinesa no setor. Hoje, o país responde por mais de 90% da produção mundial de terras raras processadas e de ímãs feitos com esses minerais.
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