Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de junho de 2026 · 1 min de leitura ·

Terras-raras: Brasil enfrenta gargalos para entrar em mercado estratégico

Terras-raras: Brasil enfrenta gargalos para entrar em mercado estratégico

O Brasil possui uma das maiores reservas de terras-raras do mundo, mas ainda esbarra em limitações industriais e ambientais para transformar esse potencial em indústria. O tema ganhou destaque durante a FAPESP Week Londres.

Especialistas afirmam que o país precisa dominar etapas como refino, separação química e fabricação de ímãs de alta potência para competir em um mercado hoje dominado por China e Estados Unidos.

Apesar do nome, as terras-raras fazem parte de tecnologias usadas diariamente. Esses 17 elementos químicos aparecem em celulares, carros elétricos, turbinas eólicas e diversos equipamentos eletrônicos avançados.

Extrair o minério, porém, é só uma parte da história. Segundo Fernando Landgraf, professor da Escola Politécnica da USP e um dos principais especialistas brasileiros no tema, o maior gargalo aparece justamente no processamento.

As reservas de terras-raras representam apenas o potencial do país no setor. O que importa é a capacidade de obtenção de carbonato.

Esse carbonato é a base usada na produção de ímãs superpotentes, peças consideradas estratégicas na disputa tecnológica global. Para produzir uma tonelada desses ímãs, explicou Landgraf, são necessárias cerca de duas toneladas de carbonato.

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