Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de junho de 2026 · 2 min de leitura ·

Jato de plasma solar canibal a caminho da Terra promete auroras em locais incomuns

Jato de plasma solar canibal a caminho da Terra promete auroras em locais incomuns

Uma ejeção de massa coronal (CME) do tipo canibal, formada pela fusão de duas grandes nuvens de partículas solares, pode atingir a Terra entre a tarde desta quinta (4) e a madrugada de sexta-feira (5). Caso as previsões se confirmem, o fenômeno poderá desencadear fortes tempestades geomagnéticas e aumentar as chances de observação de auroras em partes incomuns da Europa e da América do Norte.

De acordo com a plataforma de climatologia e meteorologia espacial Spaceweather.com, que acompanha a atividade do Sol e seus efeitos sobre o ambiente espacial próximo ao planeta, a chegada da CME poderá provocar uma tempestade geomagnética de categoria G3, considerada forte em uma escala que vai de G1 a G5. Em alguns períodos, a atividade pode até atingir o nível G4, classificado como severo.

O evento teve origem em uma sequência de erupções registradas na mancha solar 4455, uma das regiões mais ativas do Sol no momento. Essas explosões lançaram várias CMEs ao espaço, jatos compostos por plasma superaquecido e campos magnéticos que podem percorrer milhões de quilômetros em direção à Terra.

Durante o percurso, uma dessas ejeções se deslocou mais rapidamente e alcançou outra que havia sido emitida anteriormente. Quando isso acontece, os cientistas utilizam o termo “CME canibal” para descrever a fusão entre as duas estruturas, que passam a viajar juntas como uma única nuvem de partículas.

Esse tipo de fenômeno costuma ser especialmente eficiente na geração de tempestades geomagnéticas. Isso ocorre porque a combinação das ejeções pode concentrar mais energia e produzir uma interação mais intensa com o campo magnético terrestre.

Quando as partículas solares atingem a magnetosfera da Terra, podem desencadear distúrbios geomagnéticos capazes de gerar auroras. Em eventos mais fortes, as luzes coloridas deixam de ficar restritas às regiões polares e se tornam visíveis em áreas mais ao sul do Hemisfério Norte.

Compartilhe