Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de junho de 2026 · 2 min de leitura ·

Jato de plasma solar canibal atinge a Terra – o que se sabe até agora

Jato de plasma solar canibal atinge a Terra – o que se sabe até agora

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, uma ejeção de massa coronal (CME) do tipo canibal, formada pela fusão de duas grandes nuvens de partículas solares, poderia atingir fortemente a Terra entre a tarde de quinta (4) e a madrugada desta sexta-feira (5).

De acordo com a plataforma especializada em meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, isso aconteceu às 2h11 (pelo horário de Brasília) – e o impacto foi mais fraco do que o previsto inicialmente.

Modelos indicavam a possibilidade de uma tempestade geomagnética severa (nível G4), com potencial para ampliar as auroras em regiões incomuns da Europa e da América do Norte. No entanto, o cenário mais intenso não se confirmou, e o evento parece ter se mantido entre G2 e G3 – níveis moderado e forte, respectivamente, em uma escala que vai de G1 a G5. Ainda não foi divulgado um relatório final consolidado específico deste evento.

O atraso na chegada da CME sugere que ela se deslocou pelo espaço a uma velocidade menor do que a estimada, o que contribuiu para a redução de sua intensidade ao atingir o campo magnético terrestre. Mesmo assim, tempestades de nível G3 ainda podem provocar auroras em altas latitudes e interferências leves em sistemas de comunicação e navegação.

Segundo a organização de divulgação científica EarthSky.org, as CMEs canibais são estruturas complexas e em evolução contínua, de modo que o primeiro impacto não representa necessariamente o fim do evento. Novas porções de material podem ainda alcançar a Terra nas horas seguintes, prolongando os efeitos observados.

Essas condições mantêm a chance de observação de auroras em latitudes médias ao longo do dia, já que a mancha solar AR4455 emitiu uma série de erupções direcionadas ao planeta na quarta-feira (3).

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