
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, uma ejeção de massa coronal (CME) do tipo canibal, formada pela fusão de duas grandes nuvens de partículas solares, poderia atingir fortemente a Terra entre a tarde de quinta (4) e a madrugada desta sexta-feira (5).
De acordo com a plataforma especializada em meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, isso aconteceu às 2h11 (pelo horário de Brasília) – e o impacto foi mais fraco do que o previsto inicialmente.
Modelos indicavam a possibilidade de uma tempestade geomagnética severa (nível G4), com potencial para ampliar as auroras em regiões incomuns da Europa e da América do Norte. No entanto, o cenário mais intenso não se confirmou, e o evento parece ter se mantido entre G2 e G3 – níveis moderado e forte, respectivamente, em uma escala que vai de G1 a G5. Ainda não foi divulgado um relatório final consolidado específico deste evento.
O atraso na chegada da CME sugere que ela se deslocou pelo espaço a uma velocidade menor do que a estimada, o que contribuiu para a redução de sua intensidade ao atingir o campo magnético terrestre. Mesmo assim, tempestades de nível G3 ainda podem provocar auroras em altas latitudes e interferências leves em sistemas de comunicação e navegação.
Segundo a organização de divulgação científica EarthSky.org, as CMEs canibais são estruturas complexas e em evolução contínua, de modo que o primeiro impacto não representa necessariamente o fim do evento. Novas porções de material podem ainda alcançar a Terra nas horas seguintes, prolongando os efeitos observados.
Essas condições mantêm a chance de observação de auroras em latitudes médias ao longo do dia, já que a mancha solar AR4455 emitiu uma série de erupções direcionadas ao planeta na quarta-feira (3).
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