
Uma equipe de cientistas se viu diante de uma hipótese inesperada: milhões de planetas podem estar se formando perto de buracos negros supermassivos ativos, nas regiões conhecidas como núcleos galácticos ativos (AGN).
Segundo a Space, esses ambientes são tão brilhantes e extremos que, até pouco tempo, pareciam improváveis para qualquer tipo de formação planetária. Ainda assim, um novo modelo computacional sugere justamente o contrário.
Os núcleos galácticos ativos, ou AGNs, ficam no centro de algumas galáxias e são alimentados por buracos negros supermassivos. Ao redor deles, uma enorme quantidade de gás e poeira forma um disco de acreção que gira em velocidades impressionantes.
Esse movimento aquece o material a níveis extremos, fazendo com que ele emita radiação em praticamente todo o espectro eletromagnético. Em paralelo, parte dessa matéria é desviada para os polos do buraco negro e expulsa em jatos de plasma que podem viajar quase à velocidade da luz.
Na prática, trata-se de um dos ambientes mais energéticos do Universo. Em alguns casos, esses núcleos chegam a ofuscar toda a luz combinada de suas galáxias — algo que ajuda a dimensionar o cenário onde essa hipótese está sendo investigada.
O ponto mais intrigante do estudo está no contraste. Apesar de toda a turbulência, esses discos são ricos em gás e poeira — exatamente os ingredientes usados na formação de planetas.
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