Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de junho de 2026 · 2 min de leitura ·

Astrônomos encontram “fóssil” que participou da formação da nossa galáxia, a Via Láctea

Astrônomos encontram "fóssil" que participou da formação da nossa galáxia, a Via Láctea

O estudo conjunto dos telescópios espaciais James Webb e Hubble identificou o objeto Terzan 5 como uma estrutura rara no centro da Via Láctea, composta por múltiplas fases de formação estelar. A descoberta foi apresentada em junho de 2026 e reforça uma revisão na forma como astrônomos entendem a origem do bojo galáctico.

Pesquisadores ligados à NASA, ESA e CSA analisaram o sistema localizado em uma região extremamente densa e coberta por poeira estelar. A investigação mostrou que o objeto não se encaixa na classificação tradicional de aglomerado globular, já que reúne quatro populações estelares distintas.

Os dados indicam que Terzan 5 preserva características de um fragmento primitivo que participou da construção do núcleo da galáxia, funcionando como uma espécie de registro fossilizado da formação inicial da Via Láctea.

As observações combinadas de Webb e Hubble permitiram reinterpretar a natureza de Terzan 5. Antes visto como um aglomerado globular comum, o sistema passou a ser entendido como um remanescente raro de estruturas que ajudaram a formar o bojo da galáxia.

A análise detalhada revelou a existência de quatro gerações de estrelas, com idades distribuídas ao longo de bilhões de anos. Os registros apontam formações ocorridas há aproximadamente 12,5 bilhões, 4,7 bilhões, 3,8 bilhões e 2,5 bilhões de anos.

Esses resultados mostram um histórico complexo de enriquecimento químico, no qual explosões de supernovas liberaram elementos que permaneceram no sistema e alimentaram novas gerações estelares ao longo do tempo.

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