
A sonda chinesa Einstein Probe registrou uma explosão cósmica incomum que deixou cientistas sem uma explicação clara. O sinal não se encaixa em nenhum tipo conhecido de erupção espacial.
De acordo com o Live Science, o registro envolve dois clarões de raios-X separados por cerca de 200 segundos e levanta dúvidas sobre um fenômeno que ainda não encontra lugar nos modelos atuais da astronomia.
Lançada em 2024 pela Academia Chinesa de Ciências em parceria com a Agência Espacial Europeia, a Einstein Probe foi criada para monitorar eventos rápidos e extremamente energéticos no universo. Na prática, ela varre o céu em busca de surtos que surgem e desaparecem em questão de minutos — e foi exatamente isso que aconteceu aqui, só que de um jeito inesperado.
Em 5 de março de 2024, a sonda detectou o evento EP240305a. Primeiro, um clarão de raios-X com cerca de dois minutos de duração. Depois, cerca de 200 segundos mais tarde, um segundo pulso ainda mais longo.
Esse segundo pico foi o detalhe que realmente chamou a atenção. Não é comum ver esse tipo de repetição tão próxima em eventos astronômicos conhecidos.
Telescópios no solo e no espaço foram rapidamente apontados para a região. A expectativa era entender melhor a origem do sinal. O resultado foi o contrário: quanto mais dados eram coletados, menos o evento fazia sentido dentro das categorias já conhecidas.
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