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Internet e Redes Sociais · 1 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Facebook derruba contas ligadas ao governo da China por fake news

Facebook derruba contas ligadas ao governo da China por fake news

Bandeira da China

Logo do Facebook

O Facebook disse que derrubou uma série de redes de desinformação ligadas a diferentes atores políticos e organizações criminosas ao redor do mundo. Entre os grupos que tiveram suas redes derrubadas estão o grupo extremista Hamas, estatais chinesas e militantes antivacina.

A queda das redes de desinformação foi publicada no relatório mensal de ameaças da empresa. Segundo o The Washington Post, isso demonstra como a plataforma é um enorme campo de batalha, onde governos e grupos extremistas tentam a todo custo manipular a opinião pública.

O Facebook não deu detalhes sobre as redes que foram derrubadas, como o número de usuários atingidos por suas campanhas de desinformação. Isso impede, por exemplo, uma avaliação mais aprofundada sobre o tamanho da influência dessas redes na vida das pessoas.

Falsas origens do vírus

A operação foi desencadeada após um relato falso, de uma conta que alegava ser um biólogo suíço. No relato, o fraudador declarou que os Estados Unidos estavam forçando cientistas da OMS a culpar a China pela origem do vírus da Covid-19.

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Pouco tempo depois da postagem, duas grandes organizações de mídia estatais da China, o Global Times e o People’s Daily, iniciaram uma cobertura sobre a história, que foi criada por perfis sabidamente falsos. 

Cobertura de uma fake news

Ainda não se sabe qual a relação entre o alto comando do governo chinês e as redes de desinformação. Crédito: Kaliva/Shutterstock – Imagem: Kaliva/Shutterstock

Inicialmente, o Facebook recebeu relatórios sobre a conta falsa do suposto biólogo. Porém, rapidamente foi descoberto que o perfil fazia parte de uma rede de desinformação composta por centenas de outras pessoas falsas, incluindo atores da China e até empresas estatais.

O Facebook não informou se a operação havia sido organizada pelo governo da China. Porém, de acordo com especialistas ouvidos pelo The Washington Post, é muito provável que a rede seja parte de um esforço coordenado do alto comando chinês.

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Edson Kaique Lima é redator(a) no Olhar Digital

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