Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Excesso de satélites coloca órbita da Terra sob pressão

Excesso de satélites coloca órbita da Terra sob pressão

O crescimento acelerado de satélites em órbita baixa da Terra tem elevado de forma preocupante o risco de colisões no espaço. Pesquisadores criaram uma métrica chamada CRASH Clock para estimar o tempo médio até um possível impacto entre objetos em órbita caso nenhum deles consiga manobrar.

Segundo a análise apresentada, esse indicador caiu drasticamente nos últimos anos. Em 2018, o intervalo estimado era de 164 dias, mas em maio de 2026 chegou a apenas 2,5 dias, refletindo o aumento da densidade de satélites e detritos.

O cenário envolve mais de 15 mil satélites ativos, além de milhões de fragmentos não rastreáveis. Mesmo colisões pequenas podem gerar novas nuvens de detritos, ampliando o risco de novos impactos em sequência.

O estudo descreve que a órbita baixa da Terra já abriga mais de 10 mil satélites de uma mesma megaconstelação e cerca de 5 mil outros equipamentos espaciais ativos. Além disso, existem dezenas de milhares de fragmentos grandes monitorados e mais de um milhão de partículas menores, consideradas perigosas mesmo sem rastreamento preciso.

Esses fragmentos podem atingir velocidades próximas de 10 quilômetros por segundo. Nesse cenário, um objeto do tamanho de um pequeno disco metálico teria energia comparável à explosão de dois quilos de TNT, suficiente para destruir completamente um satélite em operação.

O artigo também destaca que colisões entre satélites são raras, com o último caso registrado em 2009. Mesmo assim, os encontros próximos são frequentes, exigindo manobras constantes de desvio por parte dos operadores.

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