Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Célula sintética em laboratório desafia a fronteira entre o vivo e o artificial

Célula sintética em laboratório desafia a fronteira entre o vivo e o artificial

Pesquisadores da Universidade de Minnesota desenvolveram uma estrutura celular artificial capaz de reproduzir comportamentos típicos de organismos vivos. Batizada de SpudCell, a criação foi produzida em laboratório e consegue crescer, se alimentar e se dividir, gerando novas unidades semelhantes.

O experimento, conduzido no campo da biologia sintética, surge como um dos avanços mais recentes na tentativa de construir sistemas biológicos a partir de componentes químicos básicos. Apesar disso, a estrutura ainda depende totalmente de condições artificiais para sobreviver.

A novidade voltou a levantar discussões entre cientistas sobre o significado de “vida”, já que o sistema apresenta funções biológicas, mas não atende a critérios de autonomia completa exigidos em organismos naturais.

A criação da SpudCell integra um conjunto de pesquisas que buscam desenvolver materiais e sistemas biológicos a partir da engenharia de componentes vivos ou simulados. Segundo os pesquisadores envolvidos, a estrutura foi montada sem partir de uma célula viva pré-existente, mas sim de elementos químicos organizados em laboratório.

Diferentemente de tentativas anteriores, que costumavam simplificar células já existentes, este projeto seguiu uma abordagem de construção do zero. Isso permitiu que o sistema completasse um ciclo funcional de crescimento e divisão, algo raro em modelos artificiais semelhantes.

Mesmo com essas capacidades, a estrutura não consegue operar de forma independente. Ela depende de suporte laboratorial constante, incluindo a ausência de estruturas internas essenciais para a produção de proteínas, o que limita sua sobrevivência fora do ambiente controlado.

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