
Algumas estrelas parecem azuis, como Spica, a mais brilhante da constelação de Virgem. Outras exibem um intenso tom avermelhado, que é o caso de Antares, a principal de Escorpião. Pollux, a mais luminosa de Gêmeos, tem coloração alaranjada. Já Sirius, a mais brilhante do céu noturno, é branca, enquanto Alpha Centauri A, uma das principais estrelas do sistema estelar mais próximo do Sol, apresenta tonalidade amarela.
As estrelas variam em cor conforme a temperatura. As mais quentes são azuladas ou brancas, enquanto as mais frias tendem ao laranja ou vermelho. Os astrônomos classificam as estrelas da sequência principal em tipos espectrais: O (azul), B (branco-azulado), A (branca), F (branco-amarelada), G (amarela), K (laranja) e M (vermelha), do mais quente ao mais frio.
No caso do Sol, embora seja considerado uma estrela anã amarela, a luz que emite é praticamente branca. O aspecto amarelado que observamos quando ele está próximo ao horizonte é provocado pela atmosfera do planeta, que espalha parte da luz azul antes que ela alcance nossos olhos.
Mas, entre tantas cores, existe alguma estrela verde? Há muito tempo um astro em específico desperta essa discussão. Trata-se de Zubeneschamali, também conhecida como Beta Librae, a estrela mais brilhante da constelação de Libra. Ela ficou famosa por supostamente apresentar uma tonalidade esverdeada, a ponto de muitos observadores afirmarem que se trata da única estrela verde visível a olho nu.
O curioso é que essa fama contradiz a astronomia moderna. De acordo com o site EarthSky.org, os cientistas garantem que estrelas verdes simplesmente não existem.
A explicação está na forma como esses astros emitem luz. Embora uma estrela produza comprimentos de onda correspondentes ao verde, ela também emite luz em diversas outras cores ao mesmo tempo. Como todas essas cores se misturam, o resultado final percebido pelo olho humano nunca é um verde.
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