
Nesta segunda-feira (6), a Terra vai atingir o afélio, que é o ponto de sua órbita mais distante do Sol. Como se sabe, nosso planeta, assim como todos os outros do Sistema Solar, circunda o astro em um movimento chamado de translação.
Ocorre que essa “voltinha” que os planetas dão em torno do Sol não é um círculo perfeito, mas sim um caminho ligeiramente oval conhecido como elipse. Dessa forma, a distância entre a Terra, por exemplo, e a nossa estrela hospedeira varia cerca de 3% ao longo do ano.
De acordo com o guia astronômico InTheSky.org, o momento exato em que a Terra alcançará o afélio será às 2h06 da manhã (pelo horário de Brasília), quando estiver a 1,0166 unidades astronômicas (UA) do Sol – uma distância equivalente a pouco mais de 152 milhões de km.
Ainda segundo a plataforma, a Terra chega ao afélio todos os anos mais ou menos no mesmo dia. Embora no hemisfério sul isso sempre aconteça no inverno, não é a distância do planeta em relação ao Sol que dita as estações do ano (afinal, mesmo estando igualmente longe do astro, no hemisfério norte agora é verão).
As variações anuais no clima são causadas inteiramente pela inclinação do eixo de rotação da Terra, e não por qualquer mudança em sua distância do Sol.
Tanto para observadores posicionados no hemisfério norte, onde é verão, quanto no hemisfério sul, onde é inverno, nos dias próximos ao afélio o Sol aparece menor no céu do que em qualquer outra época do ano, e a Terra recebe menos radiação dele.
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