Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

James Webb flagra galáxia sendo sufocada até a morte 1,4 bilhão de anos após o Big Bang

James Webb flagra galáxia sendo sufocada até a morte 1,4 bilhão de anos após o Big Bang

Astrônomos encontraram evidências de uma galáxia massiva no processo de morrer – ao ser literalmente esvaziada do gás que precisa para formar novas estrelas, apenas 1,4 bilhão de anos após o Big Bang. O estudo foi publicado no arXiv e ainda aguarda revisão por pares.

A galáxia, chamada C26, faz parte de um aglomerado de galáxias em formação chamado SPT2349-56, que contém cerca de 30 galáxias ativas numa região compacta do universo primitivo.

A C26 tem uma forma incomum: uma cabeça densa e uma longa cauda, como um cometa. A cauda aponta na direção do centro do aglomerado; um detalhe que se revelou crucial para entender o que está acontecendo com ela, informou o Phys.org.

Usando imagens do Telescópio Hubble e do James Webb, a equipe liderada por Dazhi Zhou, da Universidade da Colúmbia Britânica, analisou a massa e as propriedades de formação estelar de cada parte da galáxia. A cabeça tem cerca de 22 bilhões de massas solares. A cauda, incluindo uma região densa chamada de “nó”, tem cerca de 6 bilhões de massas solares.

Ao calcular o gás frio disponível para formar novas estrelas, os pesquisadores encontraram algo preocupante: dezenas de bilhões de massas solares de gás estão presentes – mas mais da metade não está dentro da galáxia. Esse gás foi puxado para fora e agora flutua difuso na longa cauda, calmo demais para ser usado na formação de estrelas.

Há duas formas comuns de uma galáxia perder gás: fusão com outra galáxia ou o chamado “ram-pressure stripping” – quando a galáxia se move pelo meio intergaláctico e esse ambiente denso arranca o gás dela, como o vento arrancando folhas de uma árvore em movimento.

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