Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Missão Juno, da NASA, completa 10 anos em órbita de Júpiter

Missão Juno, da NASA, completa 10 anos em órbita de Júpiter

Uma missão da NASA dedicada a estudar em detalhes Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar, celebra um marco importante neste domingo (5). Desenvolvida e operada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), a sonda Juno entrou em órbita do gigante gasoso há exatos 10 anos, dando início a uma nova fase de observações sobre sua atmosfera, estrutura interna e campo magnético. 

Diferentemente de missões anteriores que apenas sobrevoaram o planeta, a Juno foi concebida para permanecer em órbita e realizar observações repetidas e de alta precisão. 

Para isso, ela foi equipada com um conjunto de nove instrumentos científicos capazes de analisar a atmosfera, o campo gravitacional, o campo magnético e o ambiente de radiação ao redor do planeta. Entre seus objetivos principais estão medir a quantidade de água e amônia nas camadas profundas da atmosfera e compreender a estrutura interna de Júpiter.

A missão foi lançada em 5 de agosto de 2011, a bordo de um foguete Atlas V 551, partindo da Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida. Após uma longa viagem interplanetária, que incluiu correções de trajetória e uma assistência gravitacional da Terra em 2013, a espaçonave finalmente se aproximou de seu destino. Mas o momento mais crítico da missão não foi a chegada, e sim a inserção em órbita ao redor de Júpiter.

Essa manobra marcou a entrada definitiva da sonda no sistema joviano. Para ser capturada pela gravidade do planeta, a Juno precisou acionar seu motor principal por cerca de 35 minutos. O início da queima ocorreu às 00h18 de 5 de julho (horário de Brasília), com o término da manobra acontecendo às 00h53.

A inserção foi um sucesso e colocou a Juno em uma órbita polar altamente elíptica, permitindo que ela passasse regularmente sobre os polos do planeta – uma região pouco explorada e essencial para entender o campo magnético joviano. 

Compartilhe