
O ex-comandante da NASA, Jim Bridenstine, colocou em dúvida a arquitetura escolhida para as missões Artemis, programa que pretende levar astronautas novamente à Lua. A manifestação ocorreu durante a participação em um podcast da Space.com, em 12 de junho, enquanto comentava os desafios atuais da exploração espacial.
Bridenstine, que liderou a NASA no primeiro mandato do presidente Donald Trump, afirmou que os módulos lunares contratados pela agência ainda representam um dos principais obstáculos para o cronograma previsto. O plano atual prevê uma tentativa de pouso tripulado em 2028, durante a missão Artemis 4.
A preocupação apresentada pelo ex-administrador está relacionada ao estágio de desenvolvimento dos veículos selecionados pela NASA, o Starship, da SpaceX, e o Blue Moon, da Blue Origin. Ambos precisam concluir testes antes de serem considerados aptos para transportar astronautas até a superfície lunar.
Durante a conversa no podcast This Week in Space, apresentado por Tariq Malik e Rod Pyle, Bridenstine comparou a estratégia da Artemis com o modelo usado nas missões Apollo, realizadas nas décadas de 1960 e 1970. Na avaliação dele, o programa atual depende de uma sequência de operações muito mais extensa.
O ex-chefe da NASA destacou que o projeto Apollo utilizava uma arquitetura considerada mais simples, com o veículo de pouso integrado ao conjunto lançado pelo foguete Saturn V. Já a Artemis depende de diferentes lançamentos e de uma operação de encontro entre espaçonaves no espaço. “A arquitetura é extraordinariamente complicada”, ele declarou.
Segundo ele, a simplicidade adotada no programa Apollo contribuiu para que os Estados Unidos alcançassem a superfície lunar poucos anos depois do anúncio feito pelo então presidente John F. Kennedy. Para Bridenstine, reduzir a complexidade foi um fator decisivo para cumprir aquele objetivo.
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