
Recentemente, a Força Espacial dos Estados Unidos incorporou ao seu arsenal o Meadowlands, um sistema de guerra eletromagnética desenvolvido para interromper comunicações de satélites adversários sem causar danos permanentes aos equipamentos em órbita.
O equipamento, criado pela empresa L3Harris Technologies, foi apresentado publicamente como uma ferramenta destinada a ampliar a capacidade norte-americana de controlar o uso do espectro eletromagnético em operações militares.
A tecnologia pode ser deslocada por terra ou transportada por aeronaves de carga, permitindo sua instalação em áreas estratégicas para interferir em sinais enviados ou recebidos por satélites. O investimento previsto para desenvolver, operar e treinar equipes com o sistema chega a quase US$ 460 milhões no ano fiscal de 2027.
O Meadowlands faz parte da estratégia da Força Espacial dos EUA para atuar no chamado domínio eletromagnético, uma área considerada essencial para conflitos modernos porque redes de comunicação, vigilância e transmissão de dados dependem desses sinais.
Diferentemente de armas que destroem fisicamente um alvo, o sistema utiliza interferência eletrônica para reduzir ou impedir temporariamente o funcionamento das comunicações de satélites. Segundo a descrição apresentada pela própria Força Espacial, os efeitos são reversíveis, já que o objetivo é bloquear ou degradar transmissões, e não inutilizar definitivamente os equipamentos.
As imagens divulgadas pela instituição mostram uma grande antena instalada sobre uma estrutura móvel com rodas, configuração que indica possibilidade de deslocamento para diferentes locais de operação. A mobilidade permitiria que o sistema fosse empregado conforme as necessidades militares.
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