Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de julho de 2026 · 2 min de leitura ·

Agência Espacial Europeia dá um novo passo para estudo e exploração de asteroides

Agência Espacial Europeia dá um novo passo para estudo e exploração de asteroides

Recentemente, a Agência Espacial Europeia (ESA) concluiu uma das etapas mais importantes da missão Hera ao atualizar o software da espaçonave que seguirá para o estudo dos asteroides Dimorphos e Didymos. A operação foi realizada à distância, com a nave já em trajetória pelo espaço profundo.

A equipe de controle da missão, instalada no Centro Europeu de Operações Espaciais (ESOC), em Darmstadt (Alemanha), executou o procedimento por meio de comandos enviados por comunicação espacial, enfrentando o desafio de operar um veículo localizado a cerca de 140 milhões de quilômetros da Terra.

O novo sistema permitirá que a espaçonave Hera utilize seus recursos de navegação autônoma, teste seus instrumentos restantes e estabeleça comunicação com dois pequenos satélites que serão liberados durante a missão. A atualização prepara a espaçonave para sua etapa de aproximação e análise dos alvos.

A instalação do novo software exigiu uma sequência cuidadosamente planejada de testes e procedimentos. Como a Hera já estava viajando pelo espaço a mais de 12 quilômetros por segundo, os responsáveis pela missão não tinham acesso físico ao equipamento e precisaram enviar instruções remotamente por meio de antenas de comunicação de 35 metros.

Depois do envio dos novos comandos, a equipe realizou duas reinicializações do computador de bordo da espaçonave. O sistema possui processadores paralelos criados para garantir redundância, permitindo que cada parte seja avaliada separadamente antes da retomada completa das operações.

A engenheira de operações da Hera, Anna Schiavo, explicou que a conclusão dessa atualização representa a preparação definitiva da nave para sua chamada fase de asteroides. De acordo com ela, o software permitirá a ativação dos instrumentos ainda pendentes e dos sistemas autônomos necessários para a exploração dos corpos celestes.

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