
A SpaceX pretende expandir de forma significativa sua rede de internet via satélite. A empresa de Elon Musk apresentou à Comissão Federal de Comunicações (FCC), órgão regulador dos Estados Unidos, um pedido para operar uma constelação de até 100 mil satélites de nova geração em órbita baixa da Terra.
Segundo informações divulgadas pelo astrônomo e rastreador de satélites Jonathan McDowell, a proposta envolve uma futura geração da Starlink, conhecida como Gen3. Caso seja aprovada, a iniciativa ampliará consideravelmente a infraestrutura espacial da empresa, que já domina o mercado de internet via satélite.
Atualmente, a SpaceX opera quase 10,8 mil satélites Starlink em órbita e possui autorização da FCC para lançar cerca de outros 4 mil. Desde o início do projeto, mais de 12,4 mil satélites já foram enviados ao espaço, dos quais quase 11 mil continuam em operação.
O ritmo de expansão também segue acelerado. Apenas no primeiro semestre de 2026, a companhia colocou 1.589 satélites Starlink em órbita baixa da Terra, superando os 1.489 lançados no mesmo período de 2025. No ano passado, a empresa bateu seu recorde anual ao lançar 3.180 satélites.
Os novos modelos previstos para a constelação Gen3 também serão significativamente maiores que os atuais. De acordo com o pedido apresentado à FCC, cada unidade deverá pesar entre 2 mil e 2,5 mil quilos e utilizar painéis solares com área entre 300 e 400 metros quadrados.
Para efeito de comparação, os satélites Starlink V2 Mini, atualmente utilizados pela empresa, pesam cerca de 800 quilos e possuem aproximadamente 116 metros quadrados de painéis solares.
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