
Uma disputa judicial nos Estados Unidos colocou grandes empresas de petróleo no centro de um debate sobre mudanças climáticas. O condado de Multnomah, no Oregon, afirma que a indústria deve responder pelos impactos de uma onda de calor que matou 69 pessoas.
Segundo o The New York Times, o processo de US$ 50 bilhões (cerca de R$ 270 bilhões) acusa companhias de petróleo de minimizar os riscos do aquecimento global.
Apresentado em 2023, o processo tem como alvo empresas do setor energético e afirma que uma onda de calor registrada cinco anos antes teve relação com a atuação da indústria de combustíveis fósseis e com campanhas que teriam reduzido a percepção sobre os impactos ambientais.
A ação faz parte de uma série de disputas movidas por governos estaduais e municipais dos Estados Unidos contra empresas de petróleo e gás. O diferencial está na tentativa de responsabilizar companhias específicas por um evento climático extremo.
O condado argumenta que as empresas devem responder por supostamente ocultarem informações sobre os riscos do aquecimento global. As companhias, porém, afirmam que esse tipo de processo tenta criar regras sobre emissões de gases de efeito estufa, algo que deveria ser definido pelo governo federal.
A repercussão da ação levou o advogado Roger Worthington, que representa o condado de Multnomah, a ser chamado para prestar esclarecimentos ao Comitê Judiciário da Câmara dos Deputados.
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